Eu queria acordar e pensar que isto não passava de um
pesadelo. Sinto que te perdi, que me excluíste da tua vida. Este texto devia de
referir a minha felicidade por ser o meu último dia com 17 anos, mas vai ser
supostamente o contrário. Sinto-me perdida e com a noção que esta é a pior
altura para fazer anos. Não me sinto eu mesma, parece que sou outra pessoa para
tapar o verdadeiro eu. O verdadeiro eu, que se encontra em lágrimas que quer
fugir daqui e não voltar, que quer deixar tudo para trás e começar uma nova
vida. Não encontro nada, nem ninguém que me prenda aqui. Não sei quanto mais
tempo aguento estar assim, sem ser eu mesma. Voltei a encontrar-me de novo
debaixo de uma pilha de cobertores, onde escondo tudo o que não quero que ninguém
saiba. Escondo o que sinto, como me sinto e acima de tudo não quero ninguém á
minha volta. Queria fugir daqui sem data de regresso e nesse tempo iria ver se
valia a pena voltar se não. A maioria das pessoas que me faziam bem, viraram-me
as costas não quiseram saber de mim ou então agarram-se a outras pessoas. Sinto-me
só aqui a escrever, parece que não me conheço, que não sei quem sou ou até
mesmo o que ando aqui a fazer. Neste momento sou só eu e o mundo.
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