Eu tenho saudades tuas, tenho saudades nossas. Eu posso
estar contigo e não o dizer, mas eu sinto-o. Queria que nada tivesse tomado o
rumo que tomou. Tu conseguiste dar a felicidade toda que eu precisava, mas
também a conseguias retirar. Mas como tudo na vida tem um fim, isto também
teve. Eu agora preciso de ti e dava tudo para estares comigo agora. As palavras
nem sempre são o suficiente para descrever tudo o que se sente e neste momento
não o são. Não conseguem descrever o quanto estou mal com isto tudo, o quanto
ando em baixo e quantas vezes por dia me sinto só, mesmo estando rodeada de
pessoas. O teu bom dia e o teu abraço
apertado mudavam tanta coisa, não precisava que me perguntasses se estava bem
ou não. Apenas ao sentir o teu abraço me aconchegava, acalmava o que sentia cá
dentro. Agora tenho medo, sinto que algo está a mudar para breve. Será a tua
amizade? Não sei. Eu agora preciso mais de ti do que nunca, mas tu insistes em
dar mais atenção a quem entrou na tua vida. Já fiz tudo o que podia para mudar
tudo isto, mas cheguei a um ponto que estou sem forças para continuar a
insistir em algo que pode não vir a ter futuro.
“Tenho muitos defeitos, mas eles completam-se as minhas qualidades. Gosto de ser livre, de ter tempo para voar em pensamentos e para idealizar cenas da minha vida. A liberdade não implica, estar-se solto de tudo é totalmente o contrário. Ser livre é ter liberdade de escolher o que se quer, escolhendo seus caminhos e decidindo suas decisões. Estando totalmente sobre o véu de ignorância.”
quarta-feira, 28 de maio de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Pesadelo
Eu queria acordar e pensar que isto não passava de um
pesadelo. Sinto que te perdi, que me excluíste da tua vida. Este texto devia de
referir a minha felicidade por ser o meu último dia com 17 anos, mas vai ser
supostamente o contrário. Sinto-me perdida e com a noção que esta é a pior
altura para fazer anos. Não me sinto eu mesma, parece que sou outra pessoa para
tapar o verdadeiro eu. O verdadeiro eu, que se encontra em lágrimas que quer
fugir daqui e não voltar, que quer deixar tudo para trás e começar uma nova
vida. Não encontro nada, nem ninguém que me prenda aqui. Não sei quanto mais
tempo aguento estar assim, sem ser eu mesma. Voltei a encontrar-me de novo
debaixo de uma pilha de cobertores, onde escondo tudo o que não quero que ninguém
saiba. Escondo o que sinto, como me sinto e acima de tudo não quero ninguém á
minha volta. Queria fugir daqui sem data de regresso e nesse tempo iria ver se
valia a pena voltar se não. A maioria das pessoas que me faziam bem, viraram-me
as costas não quiseram saber de mim ou então agarram-se a outras pessoas. Sinto-me
só aqui a escrever, parece que não me conheço, que não sei quem sou ou até
mesmo o que ando aqui a fazer. Neste momento sou só eu e o mundo.
domingo, 11 de maio de 2014
Ilusões
Não sei porque, nem porque razão, mas sinto saudades. A verdade
é que sinto e não sei porque, mas isso ao mesmo tempo assusta-me. Cria medo a
existir em mim e com ele vem perguntas que se instalam cada vez mais. Eu não
sentia nada e agora isto mexe comigo e não percebo a razão. Eu andava bem, até
me perguntarem, “porque é que vocês já não namoram?”, isso mexeu comigo sabes? Não
encontro explicação para o porque, mas o que acontece é que desde que me
fizeram essa pergunta não me sai da cabeça. Já pôs em causa o que sentia por ti.
Tenho medo. Tenho medo de voltar a ser iludida nas minhas próprias palavras,
como elas me embrulhassem, enrolando-me. O que faço? Ignoro as minhas ilusões
ou crio verdade nelas? O melhor é esquecer tudo isto, não vale a pena continuar
a insistir em algo que já terminou. Se as minhas ilusões forem verdade a seu
tempo tudo será provado.
sábado, 10 de maio de 2014
Campo Magnético
Sem querer, ontem conheci alguém que me fez perceber algo. Quando
nós andamos felizes atraímos sempre algo de bom e quando estamos tristes atraímos
só coisas más. Nós somos como um campo magnético que atrai forças e energias,
conforme aquilo que necessita para continuar a fazer a sua vida. Isto acaba por
ser um texto que tem reflexão e eu neste momento preciso disso. Porque agora
tudo isto? Voltei a sentir-me de novo encurralada nos meus pensamentos. As palavras
para mim já são uma arma bastante forte e neste momento deitaram-me a baixo, deixando-me
de rastos. O remoinho volta, levantou recordações que apenas se encontravam nas
fortalezas da mente. Voltaram sem avisar, demolindo tudo aquilo que eu tomava
como certo. O poder das palavras juntamente com o dos pensamentos,
derrubaram-me, deixando-me sem saber que fazer. Fecharam-me numa pequena caixa
e o que lá se encontrava é simplesmente tudo o que eu não quero lembrar. Pode ser
pequena, mas a quantidade de emoções, sentimentos, recordações que lá se
encontram são enormes e igualmente poderosas. Eu sabia que isto ia acabar por
acontecer. Tu foste-te embora sem avisar e voltas a fazer o mesmo no regresso. Eu
só te queria arrancar, tirar-te de mim e contigo ia tudo aquilo que me lembrava
de ti. Tu já te quiseste ir embora uma vez e foste, sem olhar para trás e sem
remorsos. E eu fiquei a tua espera, porque sentia a tua falta, mas isso agora
já não vai acontecer. E tu um dia vais olhar para trás e dar valor a tudo o que
perdes-te.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Recordações
Olho para a rua, meto o fone no ouvido e preparo-me para
começar, bem nem sei o quê. Mas subitamente quando começo a ouvir a música,
percorre-me uma inspiração vinda do nada. Tudo o que visualizo neste momento
foi o que já vivi, é o meu passado. Meto-me a olhar para ele e o que eu vejo,
bem não tem assim nada de muito especial, mas fez-me ser quem eu sou hoje. Sei
que estou a vaguear muito no assunto, que não é nada certo o que escrevo, mas é
o que sinto. Com o passar do tempo, torno-me mais sábia do que recordo. Sei que
o passado, não pode ser mudado, ele é como é. Não o posso mudar, por mais que o
queira. Ele ensinou-me tudo o que se pode saber acerca da vida, pode não ter
sido da melhor maneira, mas ele ajudou-me a compreender o certo do errado.
Precisamente na altura, em que eu fui mais ingénua ele encarregava-se de me
avisar, mas eu ia ignorando os avisos dele, até que acabei por cair sem
ninguém, para me ajudar a levantar. Mas eu consegui levantar-me e demonstrar
que eu era mais forte, do que aquilo que pensavam. O meu destino fez-me cair no
chão, bater no fundo das maiores fortalezas da solidão, com o simples sentido
de me fazer abrir os olhos para perceber com quem eu lidava na realidade. A
partir do momento que isso aconteceu, bem eu vi que não passavam de um monte de
gente falsa, que só sabia viver com intrigas à sua volta, que criticava os
outros achando-se superiores, donos da razão. Mas eles também não tinham nada e
acima de tudo também não eram ninguém na vida, eram e são apenas mais umas
pessoas que ocupam o mundo, como se ele já não tivesse cheio de gente insolente
que só quer o mal de toda gente, que são egocêntricos. Ninguém necessita de
gente assim, falsa e repugnante como uma cobra que esta sempre a procura da
próxima presa para a comer viva. Gente que não interessa a ninguém.
Infelizmente dava-me com gente assim e não o percebi a tempo, mesmo com avisos
que me davam eu não ia lá. Precisei de bater mesmo no fundo e aí percebi, que isto
afinal não é só rosas sem espinhos como eu idealizava.
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