quarta-feira, 28 de maio de 2014

Saudade

Eu tenho saudades tuas, tenho saudades nossas. Eu posso estar contigo e não o dizer, mas eu sinto-o. Queria que nada tivesse tomado o rumo que tomou. Tu conseguiste dar a felicidade toda que eu precisava, mas também a conseguias retirar. Mas como tudo na vida tem um fim, isto também teve. Eu agora preciso de ti e dava tudo para estares comigo agora. As palavras nem sempre são o suficiente para descrever tudo o que se sente e neste momento não o são. Não conseguem descrever o quanto estou mal com isto tudo, o quanto ando em baixo e quantas vezes por dia me sinto só, mesmo estando rodeada de pessoas.  O teu bom dia e o teu abraço apertado mudavam tanta coisa, não precisava que me perguntasses se estava bem ou não. Apenas ao sentir o teu abraço me aconchegava, acalmava o que sentia cá dentro. Agora tenho medo, sinto que algo está a mudar para breve. Será a tua amizade? Não sei. Eu agora preciso mais de ti do que nunca, mas tu insistes em dar mais atenção a quem entrou na tua vida. Já fiz tudo o que podia para mudar tudo isto, mas cheguei a um ponto que estou sem forças para continuar a insistir em algo que pode não vir a ter futuro. 

sábado, 24 de maio de 2014

Pesadelo

Eu queria acordar e pensar que isto não passava de um pesadelo. Sinto que te perdi, que me excluíste da tua vida. Este texto devia de referir a minha felicidade por ser o meu último dia com 17 anos, mas vai ser supostamente o contrário. Sinto-me perdida e com a noção que esta é a pior altura para fazer anos. Não me sinto eu mesma, parece que sou outra pessoa para tapar o verdadeiro eu. O verdadeiro eu, que se encontra em lágrimas que quer fugir daqui e não voltar, que quer deixar tudo para trás e começar uma nova vida. Não encontro nada, nem ninguém que me prenda aqui. Não sei quanto mais tempo aguento estar assim, sem ser eu mesma. Voltei a encontrar-me de novo debaixo de uma pilha de cobertores, onde escondo tudo o que não quero que ninguém saiba. Escondo o que sinto, como me sinto e acima de tudo não quero ninguém á minha volta. Queria fugir daqui sem data de regresso e nesse tempo iria ver se valia a pena voltar se não. A maioria das pessoas que me faziam bem, viraram-me as costas não quiseram saber de mim ou então agarram-se a outras pessoas. Sinto-me só aqui a escrever, parece que não me conheço, que não sei quem sou ou até mesmo o que ando aqui a fazer. Neste momento sou só eu e o mundo.

domingo, 11 de maio de 2014

Ilusões

Não sei porque, nem porque razão, mas sinto saudades. A verdade é que sinto e não sei porque, mas isso ao mesmo tempo assusta-me. Cria medo a existir em mim e com ele vem perguntas que se instalam cada vez mais. Eu não sentia nada e agora isto mexe comigo e não percebo a razão. Eu andava bem, até me perguntarem, “porque é que vocês já não namoram?”, isso mexeu comigo sabes? Não encontro explicação para o porque, mas o que acontece é que desde que me fizeram essa pergunta não me sai da cabeça. Já pôs em causa o que sentia por ti. Tenho medo. Tenho medo de voltar a ser iludida nas minhas próprias palavras, como elas me embrulhassem, enrolando-me. O que faço? Ignoro as minhas ilusões ou crio verdade nelas? O melhor é esquecer tudo isto, não vale a pena continuar a insistir em algo que já terminou. Se as minhas ilusões forem verdade a seu tempo tudo será provado.

sábado, 10 de maio de 2014

Campo Magnético

Sem querer, ontem conheci alguém que me fez perceber algo. Quando nós andamos felizes atraímos sempre algo de bom e quando estamos tristes atraímos só coisas más. Nós somos como um campo magnético que atrai forças e energias, conforme aquilo que necessita para continuar a fazer a sua vida. Isto acaba por ser um texto que tem reflexão e eu neste momento preciso disso. Porque agora tudo isto? Voltei a sentir-me de novo encurralada nos meus pensamentos. As palavras para mim já são uma arma bastante forte e neste momento deitaram-me a baixo, deixando-me de rastos. O remoinho volta, levantou recordações que apenas se encontravam nas fortalezas da mente. Voltaram sem avisar, demolindo tudo aquilo que eu tomava como certo. O poder das palavras juntamente com o dos pensamentos, derrubaram-me, deixando-me sem saber que fazer. Fecharam-me numa pequena caixa e o que lá se encontrava é simplesmente tudo o que eu não quero lembrar. Pode ser pequena, mas a quantidade de emoções, sentimentos, recordações que lá se encontram são enormes e igualmente poderosas. Eu sabia que isto ia acabar por acontecer. Tu foste-te embora sem avisar e voltas a fazer o mesmo no regresso. Eu só te queria arrancar, tirar-te de mim e contigo ia tudo aquilo que me lembrava de ti. Tu já te quiseste ir embora uma vez e foste, sem olhar para trás e sem remorsos. E eu fiquei a tua espera, porque sentia a tua falta, mas isso agora já não vai acontecer. E tu um dia vais olhar para trás e dar valor a tudo o que perdes-te.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Recordações

Olho para a rua, meto o fone no ouvido e preparo-me para começar, bem nem sei o quê. Mas subitamente quando começo a ouvir a música, percorre-me uma inspiração vinda do nada. Tudo o que visualizo neste momento foi o que já vivi, é o meu passado. Meto-me a olhar para ele e o que eu vejo, bem não tem assim nada de muito especial, mas fez-me ser quem eu sou hoje. Sei que estou a vaguear muito no assunto, que não é nada certo o que escrevo, mas é o que sinto. Com o passar do tempo, torno-me mais sábia do que recordo. Sei que o passado, não pode ser mudado, ele é como é. Não o posso mudar, por mais que o queira. Ele ensinou-me tudo o que se pode saber acerca da vida, pode não ter sido da melhor maneira, mas ele ajudou-me a compreender o certo do errado. Precisamente na altura, em que eu fui mais ingénua ele encarregava-se de me avisar, mas eu ia ignorando os avisos dele, até que acabei por cair sem ninguém, para me ajudar a levantar. Mas eu consegui levantar-me e demonstrar que eu era mais forte, do que aquilo que pensavam. O meu destino fez-me cair no chão, bater no fundo das maiores fortalezas da solidão, com o simples sentido de me fazer abrir os olhos para perceber com quem eu lidava na realidade. A partir do momento que isso aconteceu, bem eu vi que não passavam de um monte de gente falsa, que só sabia viver com intrigas à sua volta, que criticava os outros achando-se superiores, donos da razão. Mas eles também não tinham nada e acima de tudo também não eram ninguém na vida, eram e são apenas mais umas pessoas que ocupam o mundo, como se ele já não tivesse cheio de gente insolente que só quer o mal de toda gente, que são egocêntricos. Ninguém necessita de gente assim, falsa e repugnante como uma cobra que esta sempre a procura da próxima presa para a comer viva. Gente que não interessa a ninguém. Infelizmente dava-me com gente assim e não o percebi a tempo, mesmo com avisos que me davam eu não ia lá. Precisei de bater mesmo no fundo e aí percebi, que isto afinal não é só rosas sem espinhos como eu idealizava.